quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PARTIDO IRMÃO, ESTRANHA FAMÍLIA

«Na noite de eleições na Grécia que deu a vitória à Syriza, a porta voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, deu os parabéns à voz que se levanta contra a austeridade na europa.»Catarina Martins.
 

Ufana-se o Irmão BE, não sei se o mano Syriza é gémeo, mas canalha é. O povo grego foi vítima do maior embuste de que há memória. Alexis Tsipras, o homem de George Soros, traiu o mandato que lhe foi confiado, pondo em prática tudo o que a direita não conseguiu.
Catarina, Louçã e tutti quanti olham o mano de esguelha e assobiam para o lado.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Uma espécie de ETAR

China cria um purificador gigante para combater a poluição

O purificador de ar tem 100 metros de altura e é considerado o mais alto do mundo.

A China contribui com 50 biliões de yuans a favor do meio ambiente. Ao redor do purificador existe uma grande estufa para que o ar contaminado seja absorvido. O processo de purificação faz com que o ar suba através da torre e ao passar por vários filtros seja purificado.

ARTE IRONIA CRIATIVIDADE

Osítiodosdesenhos

Blog do Dalai Lima
Osítiodosdesenhos

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Temos mais um rio

[só boas referências: Áustria, Hungria, Polónio…]

Não é um Rio Maior, é pior, é um rio de nascente poluída por décadas de despejos ilegais, atentados à natureza humana, que destruiu a vida de uma sociedade que se desejava saudável. ‘Dessa água não beberás’ proíbe-nos a ASAE, nem a utilizes tampouco para lavar o chão, vem de um rio empestado por dejectos que contêm bactérias estudadas em laboratórios e classificadas cientificamente como duarteslimas, diasloureiros, oliveirasecostas ou o laparoto passos que causou mais estragos que a legionella.
O rio é perigoso, obviamente, e um grupo de cidadãos preocupados com a saúde pública já denunciou a catástrofe ambiental às autoridades competentes. Propõem a criação de um dique para que um mar de gente não seja contaminada, colocar placards alertando as populações mais distraídas e lembrar todos os males que nos tem causado.

“É PRECISO AVISAR TODA A GENTE”

sábado, 13 de janeiro de 2018

O ensino da ignorância



Descarregar livro em PDF (AQUI)

Jean-Claud Michéa escreveu e em Lille, Séb Lanz encenou «L’enseignement de l’ignorance.”

Imagine um mundo onde a elite dominante, ao fingir lutar contra a Ignorância, na realidade faria tudo para a propagar. Nesse mundo, a cultura serviria para sufocar à nascença a ideia da revolta coletiva. Esse seria o mundo do ensino de ignorância. E esse mundo é o nosso.”

É necessário aos apóstolos da Revolução permanente, (re)fazer do homem o que ele é: um individuo perfeitamente «livre», ou seja perfeitamente egoísta e ignorante. Nenhum valor absoluto, afetivo ou moral, ligando-o a uma terra e aos homens ou a princípios…

Revelar o ‘ensino’ ao serviço do neoliberalismo e as suas nefastas consequências é a nobre intenção deste livro e da peça teatral que o faz reviver.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O circo

As rádios, jornais e televisões, sempre dispostos a nos manter ao corrente de espetáculos de faca e alguidar, infiltraram-se por tudo o que é nesga para que não esquecêssemos que o circo é amanhã 13 de janeiro, e que um dos trapezistas vai-se estatelar na arena, mas porque não há espetáculo circense sem palhaços, talvez consigamos esboçar um sorriso.

Nota: o nosso futuro joga-se amanhã. Boa sorte!
 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Para quem goste de livros

fotobiografia de Óscar Lopes

– Edição Câmara Municipal de Matosinhos/2017

Para quem goste de livros, e neste caso tenha interesse em conhecer mais de perto um intelectual da craveira de Óscar Lopes, pode adquirir este magnífico trabalho de Manuela Espírito Santo escreveu, e que a Câmara Municipal de Matosinhos, mérito também lhe seja feito, editou.

Basta telefonar para a Câmara Municipal de Matosinhos, fazer o pagamento por Multibanco (livro 25€ - porte 12€, o livro pesa 3 quilogramas), para entrar na intimidade deste cientista e militante.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A idiotização da sociedade como estratégia de dominação

Por Fernando Navarro

A idiotização da sociedade como estratégia de dominação


Para o conseguir o poder vale-se do entretenimento vazio, com o objetivo de embotar a nossa sensibilidade social, e acostumar-nos a ver a vulgaridade e a estupidez como as coisas mais normais do mundo, incapacitando-nos de poder alcançar uma consciência crítica da realidade.

No entretenimento vazio, o comportamento tosco e irrespeitoso é considerado como valor positivo, como podemos ver constantemente na televisão, nos programas lixo chamados “do coração” e nas tertúlias espetáculo em que a gritaria e a falta de respeito é a norma, sendo o futebol espetáculo a forma mais completa e eficaz que o sistema estabelecido tem para estupidificar a sociedade.

Nesta subcultura de entretenimento vazio, o que se promove é um sistema baseado nos valores do individualismo possessivo, e a solidariedade ou o apoio mútuo são considerados como algo de ingénuo. No entretenimento vazio tudo está pensado para que o indivíduo suporte estoicamente o sistema estabelecido sem refilar. A história não existe, o futuro não existe; só o presente e a satisfação imediata é o que procura o entretenimento vazio. Por isso não é de estranhar que proliferem os livros de autoajuda, autentica bazófia psicológica, o misticismo do Coelho, ou infinitas variantes do clássico “como ser milionário sem esforço”.

Em última instância o que se passa no entretenimento vazio, é convencer-nos que nada se pode fazer: que o mundo é tal como é, e impossível de mudar, e que o capitalismo e o poder opressor do Estado são tão naturais e necessários como a própria força da gravidade. Por isso é corrente escutar: “é algo muito triste, é certo, mas sempre houve pobres oprimidos e ricos opressores e sempre os haverá. Não se pode fazer nada”.

O entretenimento vazio conseguiu a proeza extraordinária de fazer com que os valores do capitalismo sejam também os valores dos que se vêem por ele escravizados. E isto não é recente, La Boétie, já no longínquo século XVI disso se apercebeu claramente, expressando a sua estupefação no pequeno tratado ‘Sobre a servidão voluntária’ em que constata que a maior parte dos tiranos perdura unicamente devido à aceitação dos próprios tiranizados.

O sistema estabelecido é muito subtil, com as suas manhas forja as nossas estruturas mentais, e para isso vale-se do púlpito que temos em nossas casas: a televisão. Nela não há nada que seja inocente, em cada programa, em cada filme, em cada notícia, transpira sempre os valores do sistema estabelecido, e sem nos apercebermos, crentes que a verdadeira vida é assim, introduzem os seus valores nas nossas mentes.

O entretenimento vazio existe para ocultar a evidente relação entre o sistema económico capitalista e as catástrofes que assolam o mundo. Por isso é necessário que exista o espetáculo vácuo: para que enquanto o individuo se auto degrada rebolando-se no lixo que o poder lhe injeta pela televisão, não veja o óbvio, não proteste e continue permitindo que os ricos e poderosos aumentem o seu poder e riqueza, enquanto os oprimidos do mundo seguem padecendo e morrendo no meio de existências miseráveis.

Se continuarmos permitindo que o entretenimento vazio continue modelando as nossas consciências, e portanto o mundo, acabará livremente por nos destruir. Porque o seu objetivo não é outro que de criar uma sociedade de homens e mulheres que abandonem os seus ideais e aspirações que os fazem rebeldes, para se conformarem com a satisfação de umas necessidades induzidas pelo interesse das elites dominantes. Assim os seres humanos ficam despojados de toda a personalidade, convertidos em animais vegetativos, sendo desativada por completo a velha ideia de lutar contra a opressão, atomizados num enxame de egoístas desenfreados, deixando as pessoas sós como nunca, desvinculadas entre si, absortas na exaltação de si mesmas.

Assim, e deste modo, aos indivíduos já não lhes resta mais energia para mudar as estruturas opressoras (que além disso, não são percetíveis como tal), já lhes faltam as forças e coesão social para lutar por um mundo novo.

Não obstante, se quisermos rever tal situação de alheamento a que estamos submetidos, só nos resta como sempre a luta, só nos resta contrapor outros valores diametralmente opostos aos do espetáculo vazio, para que surja uma nova sociedade. Uma sociedade em que a vida dominada pelo absurdo do entretenimento vazio seja somente uma recordação dos tempos estúpidos em que os seres humanos permitiram que as suas vidas fossem manipuladas de maneira tão obscena.


Resumen Latinoamericano*, 10 de enero 2018.
Por Fernando Navarro