terça-feira, 22 de agosto de 2017

A víbora nazissionista




A víbora nazissionista

“matar todas as mães palestinas
para que deixem de parir ‘pequenas serpentes’”
Ayelet Shaked
Ministra da Justiça de Israel

Está Israel realizando uma nova ‘experiência’ com seres humanos em Gaza?

Imagine-se um campo de concentração com dois milhões de pessoas. Pensem nuns carcereiros que entre outros objetivos estudam o comportamento humano em situações limite e para tal recorrem ao uso cotidiano do terror, a tortura e isolamentos durante um largo período de tempo; privação de alimentos e medicamentos; destruir as casas, destruir o resultado do seu duríssimo trabalho (aplicando um ‘ecocídio’ sistemático e arrancando cerca de 2.000.000 de árvores de fruta depois de espancar e assassinar dezenas de mulheres e homens que aí trabalhavam; impedir que recebam água e luz suficientes, que trabalhem ou descansem submetendo-os a diferentes graus de stress; lançar-lhes toneladas de bombas, misseis e substâncias químicas como o fósforo branco, não só para eliminar a população que resta nos campos, como também para analisar o estado de choque e o complexo sentimento de dor e sofrimento dos sobreviventes, ao verem, impotentes, os corpos destroçados dos seus filhos, dos seus seres queridos.

A estas experiências iniciadas desde há 10 anos em Gaza, como num macabro Reality Show, os israelitas juntaram uma nova experiência: simular a Idade da Pedra, cortando-lhes horas de eletricidade, de 7 a 2,5 horas por dia, para ver como conservarão os bancos de sangue ou como se manterão com vida os recém-nascidos nas incubadoras, os doentes cancerosos ou os pacientes em diálise; como aguentarão o calor asfixiante este verão sem ventiladores ou como conservarão os alimentos sem frigorífico ou como depurar a água para se lavarem, cozinhar, regar, etc.

 Os obsoletos geradores dos hospitais não têm podido salvar a vida a uma vintena de pacientes, entre eles Yara, uma bebé de três anos. A única geradora de energia de Gaza fechou em abril por falta de combustível e desde então Israel converteu-se no seu fornecedor de eletricidade.

Mas, Telavive ainda que seja o principal responsável desta tragédia, não é o único. A nova medida foi solicitada pela Autoridade Palestina (AP) que deste modo pretende castigar o Hamas por não ter pago as faturas de luz de Gaza. O castigo coletivo está na ordem do dia…Aqui há um braço de ferro entre a burguesia palestina pelo poder à custa de milhões de compatriotas esfarrapados: trata-se da luta de classes no centro de um movimento nacional de libertação contra o colonialismo israelense.

Para não esquecer as origens da crise

Este exemplo retrata o bloqueio israelita em que os soldados no posto de controlo impediram que Rula Ashtiya, prestes a dar à luz, acompanhada do marido, chegasse à maternidade. Rula deu à luz deitada no chão ante o olhar daqueles homens armados. O bebé morreu e só então a deixaram ir a pé para o hospital em Nablus com o filho morto nos braços. Esta é a ponto do iceberg da brutalidade do bloqueio e os inumanos métodos usados pelo regime de Israel, que no puro estilo do Estado Islâmico faz lavagem ao cérebro dos soldadinhos de 18 anos, convertendo-os em monstros.

Os objetivos de Israel

Israel, um pequeno ponto no mapa para ser uma potência regional hegemónica, além das armas e do dinheiro que recebe dos aliados ocidentais, necessita de território, petróleo e água e estes elementos estão nas terras vizinhas. Por isso, Israel foi quem mais beneficiou com as guerras dos EUA contra o Iraque, Líbia e Síria e as sanções e ameaças para com o Irão. Agora pretende matar lentamente os esquecidos palestinos de Gaza, para quem o debate deixou de ser “um estado a dois” mas como conseguir água e pão.
O projeto de Grande Israel, pretende “fabricar” palestinos doentes, mutilados, analfabetos, incapazes no presente e no futuro de proteger os direitos sobre a sua terra. Perseguindo a população sem lhe dar tréguas, Israel pretende forçar os líderes palestinos à rendição total para mais tarde, ou então provocar uma intifada e consegui-lo pela guerra. A tentação de ficar com o gás de Gaza no Mediterrâneo y trazer o gasoduto até 2025 é irresistível: daí, em parte, o silêncio de Bruxelas.

Mesmo sendo um Estado de Apartheid, nenhuma potência trata Israel como um “pária” até o consideram um estado democrático apesar de ser dirigido por interesses de um grupo étnico-religioso com uma ideologia arcaica! Se algumas vezes o Ocidente o critica pelos seus propósitos, deve-se a uma estratégia de distração com o fim de não exigir a desocupação ou o levantamento do bloqueio. 

Foi o que Obama fez antes de acabar o mandato, tendo sempre recusado exigir que Israel cumprisse a legalidade internacional e ao mesmo tempo lhe concedia uma ajuda militar de 38.000 milhões de dólares.

Tempos houve em que os presidentes dos EUA que temiam a aproximação dos árabes à União Soviética, impunham-se a uma Israel desbocada: em 1956 depois da crise do Suez, Dwight Eisenhower ameaçou o seu pequeno aliado com castigos económicos se não se retirasse do Sinai; Gerard Ford em 1975 negou-se a entregar mais armas ao Estado judeu até sair de território egípcio; Carter em 1977 exigiu a evacuação do Líbano e cumprir o acordo de Camp David, se quisesse mais bombas e mísseis.

 Hoje Israel não está sob qualquer pressão, e, a não ser que as estrelas se conjuguem para que se forme a nível internacional um movimento progressista que pare os pés aos pequenos e grandes países imperialistas, pouco se pode fazer, incluso para salvar de si mesmo e fazer-lhe entender a lógica dos vasos comunicantes. Para Netanyahu o custo de um acordo de paz é muito maior que manter a situação atual, devido à posição dos ultras ortodoxos e colonos judeus e uma crescente presença da extrema-direita religiosa no seio do exército.

Matar pelo bloqueio não escandaliza a opinião pública mundial, pelo contrário: pode pressionar os regimes árabes, incluindo a Arábia Saudita, para uma aproximação a Israel para “solucionar o conflito.”
Nas próximas semanas a tenção pode converter-se em conflito, quando Israel começar as escavações à volta da Faixa de Gaza para criar uma barreira subterrânea e evitar que o Hamas construa túneis transfronteiriços. Obviamente, Israel está a provocar uma nova intifada, enquanto Hamas espera um milagre que reabilite a legitimidade.

Não há um conflito israel-palestino, mas uma política sionista desenhada para acabar com uma população desarmada e sequestrada. Os partidos políticos e movimentos sociais progressistas devem incluir na sua agenda política o objetivo de por fim ao bloqueio a Gaza.

A então deputada israelita Ayelet Shaked, propôs, “matar todas as mães palestinas para que deixem de parir ‘pequenas serpentes’” ignorando que as ‘soluções finais’ acabam por estalar na cara dos seus ideólogos.

 
Biografía

Dejé la mitad de mi vida en mis tierras persas, y cuando aterricé en esta península de acogida, entrañable plataforma de reclamo de pan y paz para todos, me puse a ejercer el desconcertante oficio de exiliado: conocer, aprender, admirar, transmitir, revelar y denunciar, estos últimos aprovechando las clases de la Universidad, los medios de comunicación y una docena de libros como 'Robaiyat de Omar Jayyam' (DVD ediciones, 2004), 'Kurdistán, el país inexistente' (Flor del viento, 2005), 'Irak, Afganistán e Irán, 40 respuestas al conflicto de Oriente Próximo' (Lengua de Trapo, 2007) y 'El Islam sin velo' (Bronce, 2009).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Venezuela, a questão central do poder


“Foto de família” por Vasco Gargalo

«Nenhuma campanha fará o PCP vacilar na sua posição internacionalista.»

A violência da campanha contra a Venezuela bolivariana e a não menos violenta onda de anticomunismo vomitada contra o PCP só é explicável porque o que está em jogo é o destino de um processo revolucionário. A extraordinária agudização da luta que opõe as forças reaccionárias e o imperialismo às forças que defendem as conquistas alcançadas desde a histórica vitória de Hugo Chávez nas eleições presidenciais de 1998 não é apenas em torno da orientação política do poder, mas em torno do próprio poder, seu conteúdo económico e social e natureza de classe. (ler mais aqui)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Só agora !?...

“Governo decreta estado de calamidade pública”

Os fogos e a destruição da floresta assim o justificam, mas, e a destruição da PT, onde ardeu um património considerável e os pirómanos foram galardoados?

E a incineração da CIMPOR, uma das dez cimenteiras mais importantes do mundo, cujas cinzas jazem no Brasil e hoje para nós está reduzida a patacos?

Não era motivo para que os governos do arco da governança PS/PSD/CDS tivessem decretado “estado de calamidade pública”?

E as chamas dos escaldantes negócios da EDP, cujos incendiários se escapam por entre a fumaça do fogo assassino sem que a PJ os incomode?

E todo o nosso parque industrial que competia com os melhores do mundo e que se esfumou repartido pelo “quem dá mais?” em despudorados leilões?

E os ex-presidentes da República não se aperceberam da “calamidade pública”, não mexeram uma palha para evitar a “calamidade” ou sub-repticiamente atiçavam as chamas?

Todos, absolutamente todos, são pirómanos dos bens que nos pertencem e que uma vez deles despojados, ficámos à mercê do tempo e sem capacidade para enfrentar quaisquer flagelos que nos assolem.

A maior “calamidade pública” em ação desde a contra revolução, têm sido os governos do trio governativo, [PS/PSD/CDS] cói de gatunos, alguns já apanhados nas largas malhas da justiça.


Procissom da Assunçom em Meirás



Procissom na paróquia de Meirás (14-08-2017) ao som do Avante Camarada. O clero em Trasancos abraça a Teologia da libertaçom

E porque não! O Avante não é um hino de libertação?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O DESPORTO DOS POBRES


Onde seja necessário esforço, perseverança e determinação, lá estão os pobres, lutar é o seu modo de sobrevivência, não é por acaso que nos surgem nos desportos onde a tenacidade e o sofrimento atinge o limite da capacidade humana. Cinquenta quilómetros de marcha!... Quantos milhares e milhares de quilómetros percorridos para ser a melhor do mundo?

Eu ofereço-lhe a medalha de platina pela vitória da sua modéstia:
“o que a minha mãe faz todos os dias é muito mais duro”.

O coração da Inês Henriques tem quilómetros, e a sua grandeza emociona..